Textos são para humanos.
Protocolos são para máquinas.
Manifesto
- A Morte da Perda de Intenção Durante muito tempo falámos mal sobre tecnologia.Pensámos que era velocidade. Pensámos que era automação. Pensámos que era facilitar a escrita de código. Pensámos que era reduzir custos de produção.Tudo isso era verdade. Mas nada disso era o centro. Continue reading
- Os fundadores estão saindo do rebanho Por muito tempo, trataram o tal do engenheiro como uma máquina de escrever cara sentada dentro da empresa.Manda uma tarefa, ele faz. Manda uma tela, ele monta. Manda um backend, ele sobe. Manda um bug, ele fecha. No fim do mês pega o salário e volta pro lugar dele.Essa era acabou. Continue reading
- O próximo caractere Algo me incomoda há muito tempo: a maior parte do mundo funciona com fluxos quebrados.Na rua, em instituições, hospitais, escolas, aplicativos, telas de pagamento, filas, balcões. Em todo lugar a mesma vergonha:Passos desnecessários. Limiares artificiais. Rituais de espera. A obrigação de explicar. A necessidade de ser visível. Barreiras que destroem a dignidade, dispostas entre o pedido e o resultado. Continue reading
- As pessoas das instruções: as primeiras esmagadas No debate sobre IA, todos jogam o mesmo jogo.Um grupo ainda insiste que nada mudou. "O sistema é o mesmo." "Aprenda primeiro os fundamentos." "IA não consegue escrever código." "Sem saber sintaxe não dá." Esses brigam com a realidade. A parede desaba diante dos olhos deles e eles ainda discutem o reboco.Outro grupo é ainda mais irritante. "Monte essa automação e ganhe dinheiro assim." "Deixe o sistema trabalhar por você enquanto dorme." "Construa uma máquina de renda com IA." Como se ainda sobrasse valor quando todos montam a mesma automação. Como se a grande promessa feita à humanidade fosse ligar três ferramentas e imprimir dinheiro. Essa é outra forma de palhaçada. Continue reading
- Os Chacais da Nova Era A AI provocou uma ruptura histórica. Algumas pessoas viram aqui uma nova camada de produção. Algumas viram que as algemas técnicas se afrouxaram, que pela primeira vez a distância entre a intenção humana e o resultado ficou tão curta. E também apareceram os chacais. Esses aparecem em toda virada de era. Nasce um novo poder, e eles se aglomeram ao redor. Não tentam entender o que ele torna possível, que velha ordem ele abala, que novo terreno ele abre. A única coisa que perguntam é: "Como eu transformo isso numa jogada?"Aí começam os mesmos papos: "Claude em 10 passos." "Eu ganho dinheiro enquanto durmo." "Fiz em 10 minutos o trabalho de 10 horas." "Trabalha no seu lugar." "Monta isso e os clientes chovem." "Montei uma agência com AI." "Zero esforço, output infinito." Uma era se abre, esses aí vendem curso. Uma ruptura produtiva acontece, esses aí ensinam tática de spam. O atrito histórico entre a pessoa e o resultado se dissolve, e esses ainda estão produzindo conteúdo sobre "quantos posts por dia a gente manda".O problema não é ganharem dinheiro. Claro que se vai ganhar dinheiro. Mas quando um poder desses cai na sua mão e a única coisa que vem à sua cabeça é email automático, vomitar conteúdo artificial, espremer cliente, produtividade de fachada e fantasia de mão de obra grátis, você não tem visão nenhuma. Você só tem chacalice. Porque você não consegue enxergar a AI como uma expansão da mente. Não consegue ver como uma ruptura produtiva. Não consegue ver como um veículo de intenção. Sua imaginação só alcança mais funnel, mais lead, mais automação, mais truque de vendas. A tecnologia sobe, e o seu sonho desce. Continue reading
- O Último Sermão dos Velhos Profetas A velha ordem técnica tinha uma classe. Eles não produziam tanto quanto guardavam portões.No LinkedIn, no YouTube, em clipes de conferências, o mesmo tipo circula. No rosto, um leve descontentamento. Na boca, jargão técnico. A frase sempre chega ao mesmo lugar: "AI pode ajudar, mas você ainda precisa saber isso e aquilo."O problema não é: esse conhecimento é inútil. O problema é: eles arrancam isso do contexto e usam como pedágio. Continue reading
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